O relógio marca as 21 horas 59 minutos; o comboio anda a uns cento e quês km/h, porém vivo numa ilusão dentro desta máquina; as horas passam como minutos, os quilómetros vão ficando para trás como se fossem meros metros. A minha única companhia é o Sam ligado a mim através dos fones… como diz esse meu puto da Invicta: dependência!
Invicta… Invicta, ainda acordada, fica á minha espera, de certa forma ela sabe que é o meu próprio futuro; é feita para mim; é a minha verdadeira ganância, preciso dela para a minha vida fazer realmente sentido e irá fazer… No entanto, nada disto seria o ideal para mim se não conhecesse a cumplicidade Leiriense, o apoio daqueles que vingaram para fazer parte da minha vida… “tudo o que é puro, é raro” e por isso vos agradeço, por serem os puros e por me ajudarem a construir a minha vida á minha imagem; tirarem-me da ilusão que outros querem que eu viva e me indicarem, talvez não o que seja mais acertado mas sim, o que preciso para continuar a ser a pessoa que sou. “Há que guardar no coração estes fortes elos” sabem bem.
Vocês são raros, são pessoas individuais, cada um com a sua personalidade definida e fieis aos vossos próprios princípios; para mim, são como personagens de um filme onde todos os outros não passam de meros e insignificantes figurantes.
O relógio marca as 22 horas e 29 minutos; o comboio continua a andar a uns cento e quês km/h e eu continuo a viver uma ilusão mas, sempre defendi que para existir uma ilusão, é porque existe uma realidade: é uma realidade que a Invicta me espera neste momento e simultaneamente existe outra realidade (esta ultima dentro de mim): todos os que me marcaram estarão comigo, esteja eu onde estiver.
Por ti, tenho orgulho de usar a palavra: Amigo!
http://www.youtube.com/watch?v=LtNpM544Oxw sam; http://www.youtube.com/watch?v=zEA_CJzXrAo s.sonoro
