sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

“Fuck para o negativismo”

Mas não! Neste momento, a única situação que me desejam é uma que contem chuva… imensa chuva, um autocarro cheio de gente, chuva… imensa chuva no exterior – o mundo real, um motorista chateado, gente desconfiada e desconhecida, o corpo agarrado a uma poça de água que o persegue… há umas horas atrás ter-lhe-ia chamado “roupa” mas de momento só me vem á cabeça: chuva… imensa chuva, um rapaz a rir, uma rapariga histérica, ambos os sons proveniente do fundo (obscuro) do autocarro, de repente tudo pára porque (aquilo que me resta de sanidade neste quadro tão frio) presta atenção ao tão tão irritante som que o autocarro faz quando alguém (talvez o rapaz risonho ou a rapariga histérica) tocam num chamativo botão vermelho tatuado com letras garrafais “stop”, aqui o mundo pára, olho lá para fora: chuva… imensa chuva – o mundo real, lentamente começo a ouvir os ruídos estranhos do autocarro, olho para o motorista chateado e olho para o seu lado onde se encontram uma criança e uma mulher junto ao tal botão “stop” e afinal não era nem o rapaz risonho, nem a rapariga histérica, olho para trás e lá estavam eles, mas foi apenas a minha esperança a falar mais alto, paro para pensar: o meu problema é o ruído irritante (proveniente do botão vermelho que acciona um placar que pisca e que contem as mesmas tatuagens garrafais) é accionado por uma alminha qualquer em cada 100 ou 200 metros, de seguida reparo na janela, observo, escuto e relembro: chuva… imensa chuva, sim é o mundo real (que ironia)… Estou exausta, afinal toda esta viagem durou apenas vinte minutos da minha vida mas eu vivi-a como se ela tivesse durado 17 horas do meu mundo! Este, meu caro, é o meu “em suma” de hoje.

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